COMEÇAM A PIPOCAR ONLINE OS SETS DO DEKMANTEL 2016

Os sets gravados durante a edição 2016 do Dekmantel estão começando a aparecer online. Depois do Makam, estão disponíveis agora alguns sets gravados no Selector’s Stage, esse palco aí da foto abaixo, com todo esse verde maravilhoso em volta.

Rezando pra que subam tb o b2b do Beautiful Swimmers com o Pender Street Steppers e, é claro, o da Lena Willikens, o mais fodão de todo o festival.

selectors_stage

 

CALL SUPER

MIKE SERVITO B2B MAGDA

 

INTERGALACTIC GARY

 

ORPHEU THE WIZARD B2B TAKO

DEKMANTEL 2016 – REVIEW

Abaixo vai publicada uma versão adaptada do review que fiz pro Projeto Pulso.

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O Dekmantel Festival já estava na minha mira há um bom tempo e a ansiedade estava batendo no teto – finalmente fui ao evento de música eletrônica mais elogiado dos últimos anos.

bandeira

A primeira coisa a se destacar é: o clima excelente do evento. É um ‘feel good’ constante, galera feliz que quer se divertir sem confusão e sem estresse.

Segundo ponto: conforto. A infra é excelente, não tem superlotação ou correria para nada. Isso está diretamente ligado ao número reduzido de pessoas, 10 mil por dia apenas. Não tem tumulto para bar nem banheiro, o shuttle funciona (fila de 15 min no horário de pico), tem água de graça.

Ponto 3: O lugar. O festival rola no Amsterdamse Bos, um parque maravilhoso a apenas 20 minutos de ônibus do centro de Amsterdam (também dá pra ir de bike, aliás, metade do público usa esse meio de transporte). É aberto e tem verde que não acaba mais. O bacana da proximidade com o centro da cidade é que dessa forma você tem um evento no ‘meio do mato’, mas sem os perrengues de ter que ficar ‘sujinho’ num camping. =D

Número 4: line-up monstruosamente perfeito e palcos intimistas. Gente nova, DJs clássicos, Berlim, Londres, Chicago, Detroit, Bristol, Jamaica – tava tudo lá. Tirando o Main Stage, que é o maior (mesmo assim não é gigante), os outros três palcos são pequenos e intimistas. Que delícia dançar embaixo das árvores do Selector’s Stage ou dentro da Green House (uma estufa com plantas e paredes de vidro). Sem falar no Boiler Room, que parece uma festa na sala da sua casa. O UFO, dedicado ao techno pesado, dark, lenha, é o palco que destoa: é uma tenda fechada e escura, simulando o ambiente de um clube. Achei um desperdício me entocar ali dentro e perder aquele verde todo lá fora. No total, não fiquei mais de 15 minutos dentro do UFO.

O tempo também ajudou. Foram três dias de sol, o que é raro de se ver em Amsterdam. Não foi naaaada mal circular por aquele parque rodeado de verde por todos os lados debaixo de um céu azul de doer.

Vi muita coisa boa, mas muita mesmo. Foi difícil, mas separei (sem ordem de preferência) 8 atrações que mais me agradaram nos quatro dias do Dekmantel. Partiu todo mundo ano que vem? =D

LENA WILLIKENS – Tava na minha lista de prioridades para ver. Gosto muito do som ‘estranho’ dela e queria ver como levaria isso para a pista. Pois então… a alemã de Colônia conseguiu unir a estranheza sem perder o groove da pista. Foi um set pesado, muito percussivo e com tons vintage. Com uma seleção extremamente particular de faixas, foi possivelmente o set mais ousado e fodão que vi em muito tempo. Fiquei na grade, mandei beijinho, vibrava com cada grave batendo no peito. Desde já rezando para que tenha sido gravado e que seja publicado em breve.

Dekmantel-Lena-Willikens-BART-HEEMSKERK

 

THE BLACK MADONNA – Tocou duas vezes (uma sozinha na Green House e outra num b2b com o Mike Servito no Boiler Room). O set da Green House estava muuuuito cheio e, com o sol a pino, estava muito calor também. Vi menos do que gostaria. No set do BR (também lotado) fiquei mais tempo e o negócio dela é o seguinte: set festeiro, hedonista, divertido. Equilibrou perfeitamente as novidades com os clássicos da Chicago House. Voltei apaixonado.

blackmadonna

 

MOODYMAN – Tocou para uma Green House também muito cheia, todo mundo queria um pedacinho. Circulou por onde é mestre: funk, soul, disco e house. Que bailão! Rolaram umas sambadinhas aqui e ali, mas com a bagagem que esse malandro tem, só faz um set ruim se se esforçar muito.

MOODYMANN_BART_HEEMSKERK

 

VRIL – Foi o único da parte noite do festival que entrou na lista. Um dos principais nomes do Giegling, selo alemão cultuadíssimo, fez um live no Melkweg que faria até o capeta ficar com medo: pesadíssimo, agressivo, para poucos. Não sou muito desse hard techno dos infernos, mas tem alguma coisa na cadência e nos timbres que esse cara tira que me faz ser fã.

KOZE – Dos ‘grandes’ escalados para esta edição, foi o melhor: botou Dixon, Tale of Us e Villalobos no bolso. Fez um set de BPMs baixos e muito climão. Confesso que estranhei logo de cara, achei que fosse flopar. Apesar da reação relativamente fria da pista no início, ele não desistiu… aí de repente a locomotiva começou a andar. Salpicou um hit ou outro ali no meio (o remix dele pro Modeselektor, por exemplo) e terminou ovacionado tocando a linda, mas linda mesmo, versão que ele fez para ‘9 Years’, do Roman Flügel.

koze

 

BEN UFO + JOY ORBISON – Dois expatriados do dubstep enfiando o pé no techno. Ben é dos nomes mais respeitados da nova geração de DJs ingleses. Desceram a mão no grave e utilizaram bastantes vocais, sem cair naquele techno estéril sem variação alguma.

PALMS TRAX – Também tocou duas vezes, uma no Boiler Room, e no domingo no Main Stage. O set do BR foi bom, serviu de aquecimento. No palco principal o bicho pegou e o rapaz fez uma das apresentações com mais groove de todo o festival. House com muito vocal, sem concessões a hits. Daqueles que sai todo mundo com sorriso na cara e alma lavada.

MOTOR CITY DRUM ENSEMBLE – Nunca vi alguém usar tracks obscuras de disco funk nigeriano com acid house nóia e fazer dar certo. Ele encerrou o evento no domingo com ares de herói, adorado, num main stage que gritava, gritava e não queria ir embora. Até 2017!

Dekmantel Festival // Motor City Drum Ensemble

CASSY – ‘DONNA’

Aí a DJeia fica conhecida por fazer sets enérgicos de house e techno e tal, camadas de feeling sobrepostas às camadas de beats, ganha certa notoriedade e um buzz perene em clubs e noites em que toca.

Porém….. pro seu aguardado álbum de estreia, ela quer mostrar versatilidade, que é mais do que apenas ‘a pista de dança’. Então ela faz o quê? Escolhe um produtor modernex de soul chique e faz cover de Prince.

E, é claaaaaaro, como já vinha se desenhando, se estrepou.

Não dá pra virar a Erykah Badu em seis meses, gata.

Beijocas.

Cassy_DonnaLP_final