DEPECHE MODE NO BRASIL

É em outubro!

Tirei isso do site deles.

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Coisa mais linda.

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YEAH YEAH YEAHS DÁ UM PULO NA PISTA DE DANÇA

Abaixo reproduzo texto meu publicado na Vogue RG do mês de abril, que está nas bancas.

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Banda de Karen O. injeta groove e texturas eletrônicas em disco produzido pelo faz-tudo do TV on the Radio

Karen O. é o rosto à frente do Yeah Yeah Yeahs, certamente uma das bandas mais consistentes da leva roquenrol que se estabeleceu ao longo desta década. O primeiro disco, ‘Fever to Tell’, de 2003, foi precedido de muito hype. Com duas tacadas certeiras – ‘Maps’ e ‘Y Control’ resistem até hoje, intactas, parrudas – o álbum foi alçado ao estrelato pela crrítica, sedenta por um novo Strokes o mais rápido possível.

Só que ‘Fever to Tell’, apesar de um ar de frescor inegável, não é isso tudo. Muito barulhento e estridente, os gritos de Karen fazem um mal a ela própria: esconde sua voz agradável e melodiosa. Não à toa, as melhores do disco são as músicas em que ela está mais ‘calma’.

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‘Show Your Bones’, o segundo disco, traz a banda na sua melhor forma: o vigor continua intacto e dessa vez acompanhado de composíções mais maduras e sem gritaria gratuita. Depois de um EP – ‘Is Is Is’ – com sete faixas muito boas, mas que não acrescentavam muito à carreira do grupo, agora o trio do Brooklyn solta o polêmico ‘It’s Blitz’.

Karen O e amigos levaram a banda para a pista de dança. E as texturas mais suaves aliadas aos climas mais dançantes estão deixando o mundo roquenrol em estado de fervura. Pode parecer oportunista se deixar levar agora por um clima meio nu disco – ainda bem que passaram longe do electro.

Mas pensando bem, que mal tem? Afinal, eles já não precisam provar para ninguém do que são capazes. Uma atitude como essas só demonstra uma falta de preocupação muito saudável com o que gravadora, público e o vizinho hype vão dizer. Estão na deles e estão felizes, como fica bem explícito no clipe do primeiro single, ‘Zero’.

A primeira impressão vai fazer o bem de afastar os puristas mal-humorados. Que fiquem longe. Os insistentes vão perceber que é besteira resistir. Na segunda sílaba de ‘Heads will roll’, possivelmente a melhor música do Yeah Yeah Yeahs, você já está fisgado.

A voz de Karen continua aquela mistura de Debbie Harry com Siouxsie, ora pendendo para a loirice de uma, ora mergulhando no dark da outra. Tudo bem que ela é cara, voz e alma da banda, mas é injusto deixar o guitarrista Nicolas Zinner e o baterista Brian Chase de fora. O primeiro vem com uns timbres mais sintetizados, coisa de menino punk que cresceu, e o segundo imprime um groove inusitado e bastante bem-vindo.

‘Dull Life’ é outro dos destaques, com a guitarra acompanhando os gritinhos da vocalista. Já ‘Dragon Queen’ promove a estreia do grupo nos funky rhythms – duvido alguém ter imaginado o YYYs com esse suingue todo. Nem os próprios.

As mudanças no som estão ligadas à presença de Dave Sitek, o faz-tudo por trás do TV on the Radio, no comando da produção do CD. Talvez isso explique a injeção de guitarrinhas cheias de sacanagem e elegância. No fim das contas, percebe-se que a guinada promovida pela banda rendeu frutos: evitou que patinasse na mesmice e mostrou uma disposição de mudar muito saudável e proveitosa. É para quem pode.

NASCEU O SÓNARZINHO

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Essa galera do Sónar é seriamente profissa. Inventam moda toda hora. Esse ano o festival vai ganhar o Sónar Kids: DJs, música e atrações para crianças de 0 a 14 anos. Para receber o Sónarzinho, o festival ganhou mais um dia: a tarde do domingo (tradicionalmente os dias que tinham evento à tarde eram quinta, sexta e sábado).

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O evento descreve esse novo braço como um “festival de música y experiencias creativas para niños y padres”. Até o nível dos decibéis vai ser ajustado aos ouvidos dos pequenos. Entre os nomes confirmados na festinha estão Laurent Garnier, Puppetmastaz e Mala Rodriguez, entre outros. Já está todo mundo curioso para saber como isso vai ser. Arrebentaram.

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