NEM A CHATA DA FLORENCE É CAPAZ DE PARAR O NICOLAS JAAR

Então o Nicolas Jaar liberou hoje o remix que fez para ‘What kind of man’, da Florence and the Machine. E só tenho uma coisa a dizer: nem a insuportável da Florence é capaz de para o Nicolas Jaar.

O remix ficou espetacular. Picotou o vocal e colocou um teclado meio synth pop 80 dominando tudo. A pancada reta atrás ajuda no clima de cavalaria em ação. São mais de 12 minutos da melhor música de 2015 até agora.

É realmente impressionante o altíssimo nível das produções de Nico, em todos os projetos que se envolve. Como recentemente ele encerrou as atividades do Darkside (dupla com o guitarrista Dave Harrington), pode ser que esse remix dê alguma pista do que poderemos encontrar em seu álbum novo (que a gente espera que saia esse ano ainda).

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BJÖRK NO FREE JAZZ FESTIVAL DE 96 – SHOW COMPLETO

E eis que uma preciosidade surge no YouTube – o show da Björk no Rio no Free Jazz Festival de 96. O som está muito bom, mas a imagem está longe de uma qualidade boa. Muitas memórias e lembranças boas surgem ao rever o que talvez tenha sido o show mais importante da minha vida, simbolicamente falando.

Björk estava surfando no sucesso de ‘Post’, seu segundo álbum, lançado em 95. Era dos discos que eu mais ouvia naqueles tempos de segundo grau.

Aos 17 anos de idade, eu não tinha dinheiro, nem carro, nem sabia onde ficava o MAM (era a primeira edição do festival no lugar e no formato em que se consagrou). Juntei os caraminguás da merenda escolar de um mês inteiro para conseguir comprar o ingresso para o show, sempre junto com a comparsa Karla Pê, minha companheira de sons e shows alternativos durante a adolescência. Formávamos então uma bela duplinha de freaks. =D

Hoje vejo que ir a essa apresentação foi um ritual de passagem, uma espécie de marco zero: eu estava exatamente onde queria, vendo o que queria, com quem queria. Pela primeira vez completamente independente e dono do meu nariz, marcando meu território.

Era muita novidade boa ao mesmo tempo – esse show marcou a entrada definitiva de um moleque grunge no mundo eletrônico. A apresentação teve a abertura do 808 State, e Björk mandou um hit atrás do outro: ‘Army of me’, ‘Isobel’, ‘Human Behaviour’, ‘It’s oh so quiet’, ‘Venus as a boy’, entre outros. A repercussão foi a melhor possível entre público e imprensa e marcou o início da história de amor da cantora com o país. Ela ainda retornaria ao Brasil muitas outras vezes.

EFDEMIN – ‘PARALLAXIS’ (TRAUMPRINZ OVER 2 THE END REMIX)

Essa música é meu caso de obsessão da vez. Saiu ano passado pela Dial num pacote de remixes do álbum ‘Decay’, do Efdemin. Desde dezembro ouço em looping, nunca ficando mais de dois ou três dias sem correr até ela. O remix do Traumprinz é de uma beleza, uma placidez, uma tranquilidade… As cordas suaves em ondas que vão e vêm… Sem falar na escolha do sample vocal. E quando tudo parece que vai se repetir, vem a quebrada na batida e renova tudo de novo. É fodaço. efdemin