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Que o Pitchfork é o principal oráculo para os fãs de indie todo mundo sabe. A boa é que os moleques (moleques mesmo) acabam de colocar na rua o livro ‘The Pitchfork 500’, uma compilação monstra com os 500 singles mais importantes da música pop do punk até hoje (’77-’06).

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Por que do punk até hoje? Porque foi com os espetados ingleses que nasceu a cultura underground (tá, vai… alternativa), que é a razão de ser do Pitchfork.

Por que singles e não discos? Porque a idéia, segundo os editores, era fugir da mesmice dessas listas: sempre com Beatles, Stones, Marvin Gaye, etc. E, principalmente, porque na era MP3 o consumo de música mudou – o conceito de álbum está se tornando vazio e hoje todos devoramos muito mais singles soltos do que ‘álbuns cheios’.

Apesar de indie, o Pitchfork não é xiita – o que é um milagre. Isso quer dizer que música eletrônica (Daft Punk, por exemplo), música pop (Madonna), metal (Metallica) e hip-hop (Jay-Z) também têm vez nessa lista. E seria burrice deixarem de fora. 

Abri um sorriso de orelha a orelha quando o moço do correio entregou o meu exemplar lá em casa. Dá para comprar na In Sound. E não tem previsão de lançamento no Brasil. Alô, Conrad!

WARP SPEED

O rapper Flying Lotus é o darling da vez do hip hop da Califórnia. A bombação é por conta do disco ‘Los Angeles’, cheio de texturas e approaches diferentes.

 

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Confesso que não achei essa coca-cola toda quando ouvi o álbum há uns meses. Mas agora ‘Parisian Goldfish’ tá batendo bem que é uma beleza.

O clipe é um capítulo à parte. Com cenas eróticas, foi banido de tudo que é lugar. Só existe no site dos diretores, que resolveram eles próprios servirem de host ou ninguém mais iria assistir a essa obra-prima. É sensacional. Clica aqui e aperta o play na cara do negão.

TRIO TERNURA

O Resident Advisor, pela primeira vez, abriu sua eleição de melhor DJ do mundo para o público. Esqueça aquela farofada armada da eleição da DJ Mag. O site australiano é referência segura quando o assunto é dance music.

 

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Como era de se esperar, Villalobos, Hawtin e Luciano encabeçaram a lista, ocupando primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente. Quem chega cheio de moral são os romenos Rhadoo, Raresh e Inspirescu, os nomes da vez do techno.

 

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Tem também a nova geração da house que importa (Dixon, Prosumer), alguns nomes clássicos certeiros (Garnier, François K, Vath), alguns do electro (Boys Noize)  e outros do dubstep (Appleblim, Skream). É um who’s who da mais alta categoria da eletrônica hoje.

 

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Todos os DJs têm página especial e já fizeram podcast exclusivo para o site. Procure no seu torrent preferido.