E O ÁLBUM DO BONOBO, HEIN?

 

Que maravilha! ‘Migration’ é o primeiro grande lançamento de 2017.

Aí você pergunta, mas e o XX? Bom, o do XX é meio aquilo de sempre, só que agora sem o fator surpresa… Meio fuén…

Mas voltando ao músico inglês: vemos aqui todo o talento do produtor em relação à combinação de melodias e texturas. São muitos instrumentos e arranjos sutis, sempre bonitos. É música pop eletrônica afogada em sofisticação e bom gosto.

migration-main

Tem beats para pistas, tem BPMs baixos teores e parte grande da beleza do álbum está, como nas obras anteriores, na escolha dos vocais convidados. Em ‘Migration’ são três: Nick Monaco, Nicole Miglis e Innov Gnawa capitaneando alguns dos destaques do disco.

A Mixmag tascou o Bonobo na capa de fevereiro com uma chamada grandiosa que diz algo na linha ‘como Bonobo se transformou no maior nome da música eletrônica atual’. A matéria foi escrita pelo sempre confiável Joe Muggs, vale a leitura. Não é pouca coisa.

Já estou afogado na curiosidade para ver como o músico vai levar o álbum para o palco. Torcendo muito para esbarrar com esse show.

mixmag_bonobo

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DISCAÇO: RIVAL CONSOLES – ‘NIGHT MELODY’

Nem descansou direito do álbum ‘Howl’, do ano passado, e o Rival Consoles, projeto do inglês Ryan Lee West, já lançou em 2016 o excelente ‘Night Melody’.

Rival-Consoles

Cria do selo Erased Tapes, o produtor faz aquele som em que as melodias emotivas vão subindo, subindo…. A base rítmica é o 4 x 4 com algumas pitadas de breakbeats.

É prato cheio para quem gosta de Jon Hopkins, Kiasmos, Nils Frahm e congêneres. O álbum já está no Spotify.

nightmelody

 

 

CASSY – ‘DONNA’

Aí a DJeia fica conhecida por fazer sets enérgicos de house e techno e tal, camadas de feeling sobrepostas às camadas de beats, ganha certa notoriedade e um buzz perene em clubs e noites em que toca.

Porém….. pro seu aguardado álbum de estreia, ela quer mostrar versatilidade, que é mais do que apenas ‘a pista de dança’. Então ela faz o quê? Escolhe um produtor modernex de soul chique e faz cover de Prince.

E, é claaaaaaro, como já vinha se desenhando, se estrepou.

Não dá pra virar a Erykah Badu em seis meses, gata.

Beijocas.

Cassy_DonnaLP_final

E A MELHOR MÚSICA DE 2015 VAI SER TAMBÉM A MELHOR DE 2016

Finalmente!

“2 Bad (Metatron’s What If Madness Is Our Only Relief Mix)”, do Traumprinz, foi lançada oficialmente. Está saindo pela Giegling e o burburinho na imprensa especializada já começou. 

Encerrando o set cheio de inéditas mixado pelo Traumprinz e publicado no site do selo ano passado, ‘2Bad’ foi a música mais fodona de 2015.

É tão espetacular – poucas vezes a trinca beats + melodia (melancolia) + vocal sampleado funcionou tão perfeitamente bem – e evoca tanta coisa que, agora com o lançamento oficial, ela vai estar entre as melhores do ano de novo. Na minha lista sem sombra de dúvida. =D

O vinil já está esgotado em tudo que é lugar. Dei mole, perdi a data de lançamento, fiquei sem. Fuén.

O jeito vai ser pagar mais caro no black market, não posso não ter essa música.

metatron_2thesky

RADIOHEAD DEPOIS DO FRENESI

Depois de passado o fuzuê do lançamento, ouvi o álbum do Radiohead com calma e imparcialidade (na medida do possível).

‘A moon shaped pool’ é de fato um dos melhores discos da banda. Não tem nada a ver com os rockões do ‘In rainbows’, por exemplo, nem com as experimentações exageradas do ‘King of limbs’. Este é um disco plácido, calmo, cheio de cordas e nenhuma paranoia. Para ser ouvido com calma.

Das 11 faixas, duas eu acho fracas – ‘Desert island disk’ e ‘The numbers’.

As mais fodonas são: ‘Ful Stop’, ‘Glass eyes’, ‘Identikit’ e o sambinha (na medida do possível) ‘Present tense’.

E não poderia deixar de citar, é claro, a inclusão de ‘True love waits’ com um arranjo de piano que transformou o antigo folk bonitinho em uma música fantasmagórica. Coisas que só o Radiohead faz por você.

radiohead_vermelho

DISCAÇO: OMAR-S – ‘THE BEST’

E num mês com tanto álbum bom lançado – Radiohead e James Blake puxando o bonde -, passou batido o novo do produtor Omar-S. ‘The Best’ saiu pelo selo FXHE e infelizmente não está em nenhum serviço de streaming (mas dá pra garimpar no Youtube).

O disco é muito bom e vai do house elegante ao techno mais fechadão: tem piano, tem baixo acid com pancadão, tem vocal, cordas e também momento caverna. You choose.

Arredio, marrentíssimo e sem entrar muito no esquema tradicional de lançamentos + entrevistas, Omar é uma das principais forças da dance music feita em Detroit hoje. ‘The Best’ é um discaço.

Preferidas da casa: ‘You silk suit wearin muLafuk’ka’, ‘Chama Piru’s’ e ‘Heard chew single’.

 

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