BURIAL – ‘STREET HALO’

‘Street Halo’, lançada tem dois meses, entra para o hall das melhores músicas do produtor inglês Burial e de 2011.

O single, lançado pelo hypadíssimo Hyperdub, mostra o recluso Burial em sua melhor forma: abusando das distorções no vocal, caprichando no clima soturno, aliado a batidas sem muitas quebradeiras + synths distorcidos.

FO-DÃO!

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DUAS NOVAS DO BURIAL

A Radio 1 (você vai ouvir as vinhetas atrapalhando) tocou ontem com exclusividade as duas músicas novas do sempre recluso e misterioso Burial, as primeiras em quatro anos. Os nomes são ‘Street Halo’ e ‘Stolen Dog’.

Está lá tudo o que a gente gosta no Burial: as brincadeiras com a frequência dos vocais, o clima soturno, as batidas quebradas, as melodias bonitas.

O single sai dia 28 de março pela Hyperdub.

‘Street Halo’

‘Stolen Dog’

TÁ LIGADO NO GRAVÃO?

O gravão do dubstep? Não? Então beleza. Vai nesse timeline muito decente que o NME fez pra situar os perdidos no subgênero mais relevante do underground em muito tempo (faltou ‘Night’, do Benga, mas tá valendo).

Se tá esperando climão praia-cool-descolado, desiste. A onda aqui tá mais pro sombrio, cheio de vocal picotado, batida lenta e grave monstro.

Tem quem goste, tem quem despreze, tem quem acha chato. Vou colocar um vídeo do Burial pra ilustrar a bagaça porque foi a coisa mais redonda produzida pelo estilo nesses mais ou menos dez (oito? seis?) anos de existência.

BIG BASS STYLE

O misterioso e festejado Shackleton desnorteou meio mundo essa semana ao encerrar as atividades de seu – igualmente festejado – selo Skull Disco, um pilar de sustentação e inovação do dubstep. Nem fãs, nem pessoas ligadas à cena dubstep e nem a imprensa entenderam nada.

shackleton_sonar

Shackleton é das pessoas mais instigantes e interessantes da cena pop atual. É o mais sinistro dessa galera dubstep junto com o Burial. Só que mais sombrio ainda, com menos melodia e mais percussivo. Ele tem duas coletâneas na manga (para escoar as produções da Skull Disco) e também cultua a aura de mistério – não tanto como o Burial.

O que vale mesmo é perceber no inglês uma inquietação constante, um desapego saudável a regras e nenhuma etiqueta com dogmas de nenhum estilo em particular. O lance dele é experimentar sons e sensibilidades. Tudo muito bem amparado por muito, muito grave.

O grande “hit” de sua carreira é ‘Blood on my hands’, com vocal de monstro e letra apocalíptica. Ricardo Villalobos remixou ano passado, e foi aí que o malandro apareceu. Aliás, um vem remixando música do outro, fazendo uma ponte impensável do dubstep com o techno. Aplausos. E o som é aquilo, devagarzão, batida esparsa e um bass que pelo amor de deus.