E O ÁLBUM DO BONOBO, HEIN?

 

Que maravilha! ‘Migration’ é o primeiro grande lançamento de 2017.

Aí você pergunta, mas e o XX? Bom, o do XX é meio aquilo de sempre, só que agora sem o fator surpresa… Meio fuén…

Mas voltando ao músico inglês: vemos aqui todo o talento do produtor em relação à combinação de melodias e texturas. São muitos instrumentos e arranjos sutis, sempre bonitos. É música pop eletrônica afogada em sofisticação e bom gosto.

migration-main

Tem beats para pistas, tem BPMs baixos teores e parte grande da beleza do álbum está, como nas obras anteriores, na escolha dos vocais convidados. Em ‘Migration’ são três: Nick Monaco, Nicole Miglis e Innov Gnawa capitaneando alguns dos destaques do disco.

A Mixmag tascou o Bonobo na capa de fevereiro com uma chamada grandiosa que diz algo na linha ‘como Bonobo se transformou no maior nome da música eletrônica atual’. A matéria foi escrita pelo sempre confiável Joe Muggs, vale a leitura. Não é pouca coisa.

Já estou afogado na curiosidade para ver como o músico vai levar o álbum para o palco. Torcendo muito para esbarrar com esse show.

mixmag_bonobo

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MIGRANDO DOS 80 PARA OS 90: BANQUETE BRITÂNICO

Lendo sobre os 25 anos do ‘Foxbase Alpha’, primeiro disco do St. Etienne (na foto), me dou conta de que a virada dos 80s pros 90s foi um ÓTIMO momento (dentre um passado de glórias) da música pop feita na Ilha da Rainha.

st.etienne

Os veteranos do synthpop oitentista ainda estavam na crista da onda – o Depeche Mode, por exemplo, lançou o ‘Violator’ em 90, o Cure lançou o ‘Disintegration’ em 89. Ambos são, muito possivelmente, os melhores álbuns dessas duas bandas. E o New Order ainda circulava por ali com gás total.

Em 89, a house music estourava na Inglaterra na sua versão acid e se tornaria o estopim da cultura rave do início dos anos 90. Rolou também a primeira leva dos que se tornariam os futuros big names da música eletrônica: Massive Attack, The Orb, 808 State.

Manchester dropava pílulas e mais pílulas com a mistura de indie e dance music dos Stone Roses e Happy Mondays. Apesar de escoceses, dá pra jogar a psicodelia do Primal Scream, via ‘Screamadelica’, nesse bolo de Manchester.

MBV

O My Bloody Valentine capitaneava a parede de guitarras da trupe shoegaze, e teve o Ride, o Lush e o Slowdive como coleguinhas de turma. E não dá para esquecer do ‘dream pop’ do Cocteau Twins.

Se cavucar mais um pouco, esbarramos no Soul II Soul e Brand New Heavies, carregando a tocha da black music inglesa.

Que banquete!

MASSIVE ATTACK DE EP NOVO

E esse EP novo do Massive Attack? Excelente. Sacaram mais uma parceria com o amigo antigo Tricky, outra com o Roots Manuva, dois representantes da velha guarda. As outras duas músicas trazem participação dos inquietos do Young Fathers e do cantor britânico Azekel.

Numa avaliação precoce, a música com o Tricky é, surpreendetemente, a mais fraca. E o problema não é o instrumental: acho que o ruim ali é a voz do Tricky, sei lá, acho que aqueles sussuros já venceram.

A que mais agradou foi ‘Dead editors’, a parceria com o Roots Manuva: que faixa sombria. O novato Azekel também manda bem numa produção cheia de violões e tal. Depois do disco ótimo do Bowie e do Savages, esse Massive Attack veio para fazer de janeiro um excelente início de 2016.

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PARA ENTENDER O DAVID BOWIE VISIONÁRIO

Para tentar aplacar um pouco os ecos desse 11 de setembro da música pop, vamos celebrar a obra de Bowie!

‘O Homem que Vendeu o Mundo’ disseca o trabalho do cantor entre 1969 e 1980 – esmiúça cada música de cada disco lançado nessa era de ouro da carreira do artista.

Além do trabalho árduo de análise e coleta de dados e curiosidades, há também uma contextualização que dá liga ao livro. O autor faz um excelente panorama do cenário social e cultural da época e dos anos em que os álbuns foram lançados.

É longo, detalhado e um deleite para quem quer se aprofundar e entender o Bowie visionário.

Zoeira

2015 EM 34 ÁLBUNS

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Dos discos mais bacanas do ano, afunilei a lista e consegui chegar aos 34 que mais bombaram no TambaTowers em 2015.

DJ Koze, na foto aí em cima, foi (muito provavelmente) o preferido. Estão todos linkados, molezinha para escutar. =D

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DJ Koze – DJ Kicks (K7)

Four Tet – Morning/Evening (Text)

The Maghreban – Wonder Woman EP (Versatile)

Father John Misty – I love You, Honeybear (SubPop)

Benjamin Damage – Obsidian (50 Weapons)

Protomartyr – The Agent Intellect (Hardly Art)

Fort Romeau – Insides (Ghostly International)

Hunee – Hunch Music (Rush Hour)

Chemical Brothers – Born in the Echoes (Virgin)

Nils Frahm – Solo (Erased Tapes)

Kendrick Lamar – To Pimp a Butterfly (Interscope)

Herbert – The Shakes (Acciental)

Workshop 21 – Various (Workshop)

Helena Hauff – Discreet Desire (Ninja Tune)

Tame Impala – Currents (Modular)

Leftfield – Alternative light source (Infectious)

Royal Headache – High (What’s your rupture)

John Tejada – Signs Under Test (Kompakt)

EL VY – Return to the Moon (4AD)

Laurent Garnier – HOME (F Communications)

Blur – Magic Whip (Warner)

Shlohmo – Dark red (True Panther)

East India Youth – Culture of volume (XL)

Sleater-Kinney – No cities to love (SubPop)

JLin – Dark energy (Planet Mu)

Edward – Birds EP (Giegling)

MDR – Compilation (MDR)

Pearson Sound – Pearson Sound (Hessle Audio)

Zenker Brothers – Immersion (Ilian Tape)

Nick Höppner – Folk (Ostgut Ton)

Carl Craig + Green Velvet – Unity (Relief Records)

New Order – Music Complete (Mute)

Lauer – Borndom (Permanent Vacation)

Sherwood & Pinch – Late night endless (On-U/Tectonic)

2015 EM 52 MÚSICAS

É chegada aquela época: listas e mais listas pra gente passar o fim de ano feliz.
Vou começar com a lista das músicas que fizeram meu 2015. Nos próximos dias vai rolar a dos álbuns e em seguida a dos sets online.

Para facilitar, criei uma playlist no Spotify com as escolhidas. As que não estão no Spotify ganharam link no texto. Cai dentro!

Traumprinz2Bad (DJ Metatron remix) (Giegling)

Bicep – Just (Aus)

Four Tet – Morning (Text)

DJ DeeonFreak Like Me (Lee Walker Garage Edit) (White)

Missy Elliott – WTF (Warner)

Pupkulies & Rebecca – Burning Boats (Guti remix) (Normoton)

Matthias ReilingSilverhope Rd. (Giegling)

Axel Boman – 1979 (Pampa)

Chemical Brothers – EML Ritual (Virgin)

EdwardShe says (Giegling)

Nick NicelyLondon South (Grasscut Remix) (White)

Ólafur Arnolds & Nils Frahm – Wide Open (Erased Tapes)

Carl Craig + Green VelvetMurder of the Innocent (Relief Records)

Romare – Roots (Ninja Tune)

Roman Flügel – Teenage Engineering (Hypercolour)

DJ Koze – Knee on Belly (Pampa)

Chemical Brothers – Go (Special Request Warehouse remix) (Universal)

Percussions – Digital Arpeggios (Text)

New Order – Nothing But a Fool (Mute)

Tindersticks – We are dreamers (City Slang)

ANOHNI – 4 Degrees (Secretly Canadian)

Nicolas Jaar – Swim (Other People)

Florence + The Machine – What kind of man (Nicolas Jaar remix) (Universal)

Floating Points – Silhouettes (I, II & III) (Luaka Bop)

Kendrick Lamar + George Clinton – Wesley’s Theory (Interscope)

Herbert – Stop (Accidental)

Jamie XX – Loud Places (John Talabot remix) (Young Turks)

Tom Trago – Hidden heart of gold (Voyage Direct)

Herbert – Peak (Accidental)

Krts – Come to this (Project Mooncircle)

David Bowie – Blackstar

DJ Richard – Savage Coast (Dial)

DJ Richard – Bane (Dial)

Tame Impala – Let it happen (Modular)

Alabama Shakes – Don’t wanna fight (Rough Trade)

Laurent Garnier – MILF (FCommunications)

Marquis Hawkes – Ave That (Houndstooth)

Jamie XX – Gosh (Young Turks)

Chemical Brothers – Wide Open (Universal)

PBR Streetgang – Return to page one (Tuff City Kids electro remix) (2020 Vision)

Father John Misty – I Love You, Honeybear (Sub Pop)

Caribou – Mars (Head High Core remix) (City Slang)

Pylon – Lakker (R&S)

WhoMadeWho – Heads Above (Robag Wruhme Brukk Mur Duff NB)

Blur – Thought I was a spaceman (Warner)

Jack J – Thirstin’ (Future times)

Portable feat. Lcio – Surrender (Kosi edit) (K7)

Sherwood & Pinch – Different eyes (On-U/Tectonic)

Marvin & Guy – The man who lost the hat (Hivern)

INIT – Echoes (Hivern)

East India Youth – End Result (XL)

EL VY – Paul is Alive (4AD)