LEONARD COHEN AINDA DÁ UM CALDO

Musiquinha nova, ‘Darkness’, do velho mais cool do roquenrol – Leonard Cohen. O disco novo, ‘Old Ideas’, sai no fim desse mês.

 

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BECK AND FRIENDS

O Record Club do Beck chega ao 4º episódio e refaz as músicas do ‘Kick’, maior sucesso em disco do INXS.

Como diz o site, o Record Club é uma reunião informal de músicos e amigos para gravar um disco clássico em apenas um dia. O álbum clássico é escolhido aleatoriamente e nada é ensaiado ou planejado anteriormente.

As versões são postadas no blog do Record Club semanalmente e na ordem em quem aparecem no disco original.

Depois de regravar Leonard Cohen e Velvet Underground, Beck agora mira na Austrália. Subiu essa semana a versão de ‘Guns in the sky’. E não é que ficou boa pra cacete?

VOGUE RG – MAIO

Abaixo vai na íntegra uma  matéria minha que saiu na Vogue RG de maio, que está nas bancas.

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VOVÔS SUPERCOOL

Leonard Cohen e Van Morrison retornam à superfície com DVDs ao vivo

 

O mundo viu ressurgir das cinzas do pop duas das figuras mais emblemáticas, misteriosas e competentes de sua curta existência: Leonard Cohen e Van Morrison. Naturalmente avessos a entrevistas, badalações e turnês longuíssimas, os dois fizeram a felicidade alheia com dois registros ao vivo lançados neste início de ano.
Cohen, 78 anos, ensaiou uma volta à superfície do showbiz em meados de 2006 com o lançamento do DVD ‘I’m your man’. Dirigido por Lian Lunson, o disco traz uma entrevista raríssima com Mr. Leonard pontuada por performances de nomes contemporâneos: Antony (sem os Johnsons), Rufus Wainwright e outros fizeram versões das músicas do véio Cohen, num show-tributo.
A volta de vez aconteceu mesmo em Glastonbury, em 2008, quando ele e sua banda subiram ao palco do maior e mais importante festival britânico tendo à frente 50 mil cantando os seus sucessos. O retorno do bardo aos palcos se deu por uma questão financeira: enquanto fazia um retiro budista (apesar de judeu), Cohen levou um cano de sua empresária e viu grande parte de sua grana sumir de sua conta. Precisava refazer o caixa.
Depois de Glasto, seguiram-se outras aparições de muito impacto em outros festivais, como o de Benicàssim, no ensolarado sul da Espanha. E agora o momento confissão: foi em Beni que vi o distinto senhor ao vivo e posso confirmar que é das coisas mais emocionantes. Não foram poucos os marmanjos que vi chorando no refrão de ‘Hallellujah’.
Depois de uma volta aos EUA após mais de 15 anos sem shows por lá e uma turnê pela Inglaterra, sai o DVD ‘Live in London’. Duplo, o registro consegue capturar o clima e transportar para o show os que não conseguiram vê-lo. Cohen entretém com sua voz de barítono e continua incrivelmente hábil na sua característica de cantar para multidões como se estivesse sussurrando no ouvido de cada uma das pessoas. Tudo embalado com muita, mas muita elegância: terno, colete e porte de lord. São irresistíveis os agradecimentos do cantor com o chapéu na altura do peito e o corpo se encurvando levemente para frente.
Mais arredio que Cohen (‘A única coisa que amo é a música, o resto é uma merda completa’, disse ele ao Village Voice), Van Morrison, 64 anos, surpreendeu meio mundo quando anunciou seu retorno. Com estilo e sofisticação que só os veteranos têm, o irlandês megacatólico voltou com o registro ao vivo de seu álbum mais importante: ‘Astral Weeks’. Lançado originalmente em 68, é considerado uma das obras mais influentes da música desde sempre – é clássica a resenha do gonzo Lester Bangs sobre este álbum. 
Os shows que serviram de base para este registro já histórico foram gravados em Los Angeles. Bem mais gordinho, com menos estilo que o colega Leonard e sempre de óculos escuros, Morrison mostrou a um Hollywood Bowl lotado que sua voz continua impecável, meio negróide, meio melancólica. Assim como no disco original, o grande momento deste ao vivo é a versão de ‘The Way Young Lovers Do’. Coisa mais linda.

O mundo viu ressurgir das cinzas do pop duas das figuras mais emblemáticas, misteriosas e competentes de sua curta existência: Leonard Cohen e Van Morrison. Naturalmente avessos a entrevistas, badalações e turnês longuíssimas, os dois fizeram a felicidade alheia com dois registros ao vivo lançados neste início de ano.

 

Cohen, 78 anos, ensaiou uma volta à superfície do showbiz em meados de 2006 com o lançamento do DVD ‘I’m your man’. Dirigido por Lian Lunson, o disco traz uma entrevista raríssima com Mr. Leonard pontuada por performances de nomes contemporâneos: Antony (sem os Johnsons), Rufus Wainwright e outros fizeram versões das músicas do véio Cohen, num show-tributo.

 

A volta de vez aconteceu mesmo em Glastonbury, em 2008, quando ele e sua banda subiram ao palco do maior e mais importante festival britânico tendo à frente 50 mil cantando os seus sucessos. O retorno do bardo aos palcos se deu por uma questão financeira: enquanto fazia um retiro budista (apesar de judeu), Cohen levou um cano de sua empresária e viu grande parte de sua grana sumir de sua conta. Precisava refazer o caixa.

 

Depois de Glasto, seguiram-se outras aparições de muito impacto em outros festivais, como o de Benicàssim, no ensolarado sul da Espanha. E agora o momento confissão: foi em Beni que vi o distinto senhor ao vivo e posso confirmar que é das coisas mais emocionantes. Não foram poucos os marmanjos que vi chorando no refrão de ‘Hallellujah’.

 

leonard_cohen-live_in_london

 

Depois de uma volta aos EUA após mais de 15 anos sem shows por lá e uma turnê pela Inglaterra, sai o DVD ‘Live in London’. Duplo, o registro consegue capturar o clima e transportar para o show os que não conseguiram vê-lo. Cohen entretém com sua voz de barítono e continua incrivelmente hábil na sua característica de cantar para multidões como se estivesse sussurrando no ouvido de cada uma das pessoas. Tudo embalado com muita, mas muita elegância: terno, colete e porte de lord. São irresistíveis os agradecimentos do cantor com o chapéu na altura do peito e o corpo se encurvando levemente para frente.

 

Mais arredio que Cohen (‘A única coisa que amo é a música, o resto é uma merda completa’, disse ele ao Village Voice), Van Morrison, 64 anos, surpreendeu meio mundo quando anunciou seu retorno. Com estilo e sofisticação que só os veteranos têm, o irlandês megacatólico voltou com o registro ao vivo de seu álbum mais importante: ‘Astral Weeks’. Lançado originalmente em 68, é considerado uma das obras mais influentes da música desde sempre – é clássica a resenha do gonzo Lester Bangs sobre este álbum. 

 

Os shows que serviram de base para este registro já histórico foram gravados em Los Angeles. Bem mais gordinho, com menos estilo que o colega Leonard e sempre de óculos escuros, Morrison mostrou a um Hollywood Bowl lotado que sua voz continua impecável, meio negróide, meio melancólica. Assim como no disco original, o grande momento deste ao vivo é a versão de ‘The Way Young Lovers Do’. Coisa mais linda.

 

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MESTRE COHEN

O poeta Leonard Cohen é dos grandes mestres do rock e do que é chamado hoje ‘singer-songwriter’: cantor solitário, climas meio folk com músicas tocantes. Sem ele dificilmente teríamos hoje artistas como Rufus Wainwright ou Damien Rice, por exemplo.

Pois então, depois de um longo período longe do mundo pop – por conta de um retiro budista na Ásia – e de um golpe do seu ex-agente durante esse período – quase foi à falência -, o véio Cohen ressuscitou em 2008 e foi um das grandes acontecimentos do ano.

mojo_cohen

E é justamente isso que a revista inglesa Mojo desse mês está celebrando. Sem um disco de inéditas, a matéria é calcada na história de vida do velhinho elegante que só e da turnê disputadíssima de Leonard pelos principais festivais do mundo este ano. (Momento confissão: este blog viu o show de Cohen no Festival Internacional de Benicàssim e há tempos não se emocionava tanto).

Além da publicação de um guia para quem quiser se aventurar pela discografia do canadense, a revista ainda dá de presente um CD encartado com algumas das principais músicas de Cohen gravadas por nomes atuais. Corra já na sua banca de jornais!