MAGDA MAKE THE TEA

Magda é a titular do volume 49 da série de CDs do clube Fabric. Sai em novembro. O tracklist é imenso (31 tracks), com mais de uma música na mesma faixa. Vai do techno teutônico (olha a cacofonia!) a coisas meio disco (Hercules & Love Affair). A capa é bizarra. Sai em novembro.

Não entendeu nada do título? Vai aqui

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VOGUE RG – JUNHO: DEPECHE MODE

Aí embaixo está o texto na íntegra da minha matéria para a edição de junho da Vogue RG, que está nas bancas. Depeche Mode na veia.

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30 ANOS ESTA NOITE

Depeche Mode lança o 14º disco e se mantém relevante com 30 anos de carreira

Deve ser grande a cobrança nos ombros de Dave Gahan, o homem à frente do Depeche Mode. Pioneiros no que fazem, influência declarada de meio mundo pop e com todos os passos, pessoais inclusive, vigiados pelas cabeças musicais pensantes e veículos de fofoca, o grupo inglês completa 30 anos de carreira se mantendo relevante como talvez nenhuma outra banda tenha conseguido.

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E “Sounds Of The Universe”, o álbum novo, vem coroar a trajetória. A banda está de volta ao cenário pop após o elogiado “Playing the angel”, de 2005. “Sounds” mantém o clima tenebroso dos últimos discos, clima que começou a tomar forma mais ou menos no meio dos anos 90, depois da overdose de heroína sofrida pelo vocalista. E, confesso, é exatamente com essa onda deprê-angústia aliada às excelentes melodias que o DM me conquista.

O CD abre com a longa “In Chains”, já dando o tom do restante para vir, 100% tenso. Um destaque imediato é “Fragile Tension”, de batida eficiente e um synth tão pesado, melódico e eficiente que deve ter deixado o Fischerspooner procurando sem sucesso um jeito de fazer igual. A voz de Gahan continua firme e desliza por versos como “It’s something magical in the air/ Something so tragic we have to care”. Se a desgraça é inevitável, agarre-se a ela.

Com um som quase 100% eletrônico e discos consistentes, o Depeche Mode caiu nas graças dos DJs do momento. Já é clássico o remix de Ricardo Villalobos, um dos preferidos da casa e dos produtores mais relevantes no cenário atual, para “Sinner in me“ (do disco anterior), que ganhou uma base minimalista seca, dura e um baixo de sabor latino irresistível contrastando com tudo.

“Wrong”, do CD atual, foi repaginado por um time de estrelas, Stuart Price e Boys Noize entre eles. Mas o grande remix do single é da Magda, polonesa que fez a carreira na M_nus de Richie Hawtin, em Berlim, e injetou um groove até então não encontrado na história minimalista da DJéia. Estreitando ainda a ponte com o Mondo DJ, o grupo acabou de lançar um uma competição de remixes da próxima música de trabalho, “Peace”.

DJs e produtores aspirantes podem fazer seus remixes. O vencedor ganha uma dúzia de gadgets, além de ver sua produção ser lançado oficialmente no Beatport.com, via Mute Records, selo do DM. Sempre conectados, o trio também está por dentro dos aplicativos para o iPhone. Se você tem um, corra à Apple Store agora.

Toda essa longevidade e presença de palco vai poder ser conferida ao vivo em outubro. Se nada der errado ou sair do controle, a banda vem ao Brasil para dois shows, no Rio de Janeiro e em São Paulo, nos dias 22 e 24 de outubro, respectivamente. Nem precisa dizer que você tem que ir.

HITLER GOSTAVA DE MINIMAL!

Isso é das coisas mais engraçadas que vi recentemente. Dá pra assistir sem se ligar nos nomes dos DJs ou do selo. Mas fica mais engraçado se souber. Para situar: 

M_nus é o nome de um selo de techno, que pertence ao Richie Hawtin (o DJ louro ali embaixo), homem fundamental para o techno e o minimal.

Magda é amiga de Hawtin e lança pelo M_nus.

Contakt é o nome da turnê conceitual que Richie e sua turma fizeram no último verão europeu, com toda a trupe do selo em visual futurista. 

Fabric é provavelmente o clube mais bombado de Londres.

Electrohouse é um estilo que mistura o eletro + house: é farofa e o extremo oposto da cabecice do minimal.