STONES ROSES AO VIVO ONTEM

Dá para perceber toda a adoração que os britânicos têm pelo Stone Roses nesse trecho de ‘I Wanna Be Adored’, a música que abriu o show surpresa de ontem, o primeiro depois de 15 anos.

Todo mundo cantando junto, tipo hino de time de futebol. Do ca-ra-lho!

LEVON VINCENT: FABRIC 63

Há tempos Levon Vincent está no radar como um dos produtores mais consistentes de house e techno – ‘Late Night Jam’ e ‘Revs/Cost’ estão aí para provar. Tem também um set ma-ta-dor para o Boiler Room.

Agora o nova-iorquino baseado em Berlim acaba de lançar o volume 63 da série de mix CDs do clube Fabric. Cheio de personalidade e produções próprias, lembra a ousadia de Ricardo Villalobos, que também recheou seu ‘Fabric 36’ de músicas novas e inéditas.

O set de Vincent vai do techno clássico à deep house de NY, presente nas produções de DJs amigos de sua antiga cidade. Ele deu uma entrevista bem bacana ao RA, vale um confere. Já pinta como um dos possíveis melhores do ano.

Kraftwerk, Modeselektor, James Blake e Flying Lotus são os destaques do Sónar São Paulo

O Sónar São Paulo, realizado no último fim de semana, trouxe um frescor que há muito tempo se fazia necessário no mapa musical do país. Com um line-up que privilegiou nomes novos e de ponta de praticamente todas as vertentes da música eletrônica, o festival já entra para o calendário como um dos eventos mais relevantes a acontecer no Brasil em anos. E o melhor: sem poeira.

A variedade foi gigantesca e teve diversão para todo mundo: do techno clássico ao hip-hop futurista, do pop de rádio à música erudita, das mutações do dubstep ao revival do drum ‘n’ bass. Sem muita enrolação, abaixo vai uma lista com os principais destaques dos dois dias de evento (e também uma com o que não deu muito certo).

 

MANDOU BEM:

Curadoria – a ousadia do line-up colocou a edição brasileira à altura da edição de Barcelona, a matriz.

Público – estava lá quem gostava e queria conhecer música nova, sem se preocupar somente com um nome grande aqui ou ali.

Kraftwerk 3D – Uma aula de como se manter relevante 40 anos depois de criar TODO o alicerce da música eletrônica moderna

Modeselektor – Alguém anotou a placa do trator?

James Blake – Um DJ set cheio de grave e marra. E, no segundo dia, o show mais Emocionante e bem equalizado do evento. Deve ter gente emocionada até agora.

Flying Lotus – O rapper tocou, com um sorriso infinito no rosto, as batidas mais futuristas da edição. De Radiohead a house fino, com direito a homenagem ao MCA, integrante dos Beastie Boys que morreu no início do mês.

Totally Enormous Extinct Dinosaurs – Encerrou com muito groove e animação os trabalhos no Village às cinco da manhã. Não é para qualquer um.

Marky & Patife – Quem diria que o drum ‘n’ bass ainda dava um caldo. Marky exibiu todo o talento fazendo scratch com a pick up de cabeça para baixo) num set com os clássicos do estilo. Uma dose de nostalgia na medida.

Criolo e Emicida – A cara nova do rap nacional já tem seu público consolidado. Dois shows lotados.

 

MANDOU MAL:

Sinalização – Muita gente ficou perdida entre os diferentes palcos montados no Parque Anhembi.

Atrasos – Nada foi tão grave assim, mas foi suficiente para dificultar o deslocamento para outros palcos e shows.

Ceee-Lo – Apesar de todo o carisma, o show, do meio para o fim, ganhou rappers no palco e perdeu público.

Rustie – O dubstep mutante do escocês não agradou e o atraso deixou entediado quem já esperava pelo Flying Lotus.

Gui Boratto – Começar a tocar às cinco da manhã com o som baixo e um live sem punch nunca é uma boa ideia.