ARCADE FIRE + GOOGLE

É fantástico o resultado da parceria do Arcade Fire com o Google – um clipe interativo da música ‘The Wilderness Downtown’, todo feito em HTML 5 (precisa ter o Google Chrome instalado).

A história começa com você digitando seu endereço e ele faz o link do clipe com o GoogleMaps/StreetView da sua rua.

Depois você escreve e desenha qualquer coisa e ele passa a integrar isso com o restante. Tudo com a música rolando. É espetacular.

DOS REMANESCENTES DO ELECTROCLASH…

Tiga foi o único que conseguiu sobreviver com dignidade. Conseguiu se adaptar sem perder a personalidade nem a credibilidade. O canadense vem encaixando um remix bom atrás do outro.

E o que ele fez com ‘Shelter’, do XX, prova que o moço ainda é relevante.

Disse ele num comunicado do selo sobre o remix: “There’s just something special about making out in London, your mouth bursting with toffee and emotion, that ugly ferris wheel thing looming in the distance…This remix is a love letter to British Romance, from the heart of a Canadian Revolutionary.” Então tá.

OS MELHORES CLIPES DOS ANOS 90

E a eleição feita pelo Pitchfork arrebentou ao colocar em primeiro lugar o ESPETACULAR clipe de ‘Come to Daddy’, do Aphex Twin. É a combinação perfeita de duas mentes doentias – a do próprio Aphex (Richard D. James na carteira de identidade) e a do videomaker Chris Cunningham.

A música é claustrofóbica e agressiva e o clipe dá outra dimensão àquela voz metálica-digitalizada gritando ‘I want your soul!’. Difícil é esquecer as criancinhas from hell, todas com o rosto do Aphex Twin, correndo desesperadas, tocando o terror nuns becos abandonados. Sem falar na hora em que o monstro sai da televisão.

Se já fizeram um clipe mais perturbador não tive notícia.

DISCO DO FLAMING LIPS PARA A BILLBOARD

Quem mais poderia refazer o ‘Dark Side of the Moon’, do Pink Floyd sem ficar ridículo? Só o Flaming Lips mesmo. Aí vai o texto que que fiz pra Billboard sobre o álbum.

> > >

Por serem raríssimos os casos em que uma versão fica melhor que a gravação original, diz o bom senso que é mehor evitar mexer na música dos outros, principalmente se esse outro for o Pink Floyd e o disco em questão, o ‘Dark Side’.
Esse é o álbum que mostra o PF em seu ápice criativo, levando às últimas consequências as experimentações sonoras. Dos mais vendidos de todos os tempos, fez crescer enormemente a base (fervorosa) de fãs da banda.
Mas se for para mexer com o Floyd, que seja o Flaming Lips mesmo, o dono da psicodelia cool dos anos 90 e pai de toda a geração lisérgica dos 00. O que começou como brincadeira nos shows acabou virando um CD com convidados como Henry Rollins e Peaches.
Os clássicos ganham outra perspectiva com a voz de Wayne Coyne, e os arranjos sofrem modificações: um sintetizador aqui, um timbre estranho acolá. Funciona? Sim, como curiosidade. Vai agradar aos fãs do Pink Floyd? Sem chance.