SÓNAR BARCELONA 2013 – o que mandou bem, o que mandou mal

Agora que o tempo passou e a poeira baixou, a memória clareou. Abaixo vai uma lista bem descompromissada com o que rolou de bacana, de chato, quem decepcionou e quem surpreendeu na edição de vinte anos do Sónar Festival.

MANDOU BEM

Lugar novo – A transferência da parte dia do festival para a Fira Montjuic deu certo. Manteve o clima bom, o gramado verde e mais espaço para a circulação do público. O museu era mais charmoso, mas aqui ficou mais confortável.
Laurent Garnier – Fechou o evento com um dos sets mais espetaculares que já vi, juntando perfeitamente o BPM no talo e as melodias bonitas. Você se arrepiava e dançava ao mesmo tempo. Foi bonito demais.
Nicolas Jaar – Segurar um público gigantesco num horário de pico logo após o show do Kraftwerk 3D é para poucos. Com um live estalando de novo, Jaar começou com o BPM bem baixo, soltando uns vocais de hip-hop aqui e ali.
Aumentou o ritmo em seguida e fez arranjos novos para  os hits ‘Time For Us’, ‘El Bandido’ e ‘Stay in Love’. O som estava cristalino, o grave batia no peito que era uma beleza. Um dos grandes momentos da edição 2013.
 
‘Time For Us’
‘El Bandido’
‘Stay In Love/Space is only noise’
Lindstrom e Todd Terje – Escalar o live da dupla para encerrar o Sónar Dia na quinta foi provavelmente o grande acerto da produção. A house cheia de disco dos noruegueses combinou perfeitamente com o cair da tarde de Barcelona. Muitos sorrisos nos rostos, muita dancinha feliz e, claro, O Momento Whitney Houston.
‘Inspector Norse’
‘Eurodans’ + ‘I wanna dance with somebody’
Modeselektor – Era um dos sets que mais queria ver, expectativa lá em cima. Começou bem mal, com problemas no som, e o protegido Siriusmo tocando junto. Foi uma primeira meia hora bem ruim. Quando a decepção estava por tomar conta, o som melhorou e a dupla virou o jogo lindamente. A partir daí a pressão foi tanta que parecia que um tanque de guerra tinha invadido o palco, principalmente em ‘German Clap’ e ‘Berlin’. Teve espaço tambem para o momento emoção com ‘Rusty Nails’.
‘German Clap’ + ‘Evil Twin’
Diamond Version – Alva Noto e Byetone, no palco escuro do Sonar Hall, fizeram um live de techno agressivo, com algumas batidas quebradas e muito ruído. Foi uma pancada atrás da outra, com a dupla amparada por telões exibindo imagens de interferências sonoras. Climão.
TNGHT – A bass music inglesa + o hip hop americano + clima de filme de terror
Matthew Herbert – A maior testa da música eletrônica foi do techno ao house cool com vocal black. Perfeito para aquela tarde de sol.
Jurassic 5 – Formação original, o som mais bem equalizado do festival, scratches e o escambau. Showzaço.
George Fitzgerald – Mesmo prejudicado com o som visivelmente mais baixo do que o do live anterior, o americano mandou muito bem, house cheio de modernidade, apostando alto nos timbres de baixo muito usados pela galera pós-dubstep.
Karenn – Pesado e sem concessões.
Gold Panda – ‘Esquisitices’ adoráveis sem perder a noção da pista.
MANDOU MAL
 – O palco Sonar Dome – O maior prejudicado com a mudança para o lugar novo foi o palco Sónar Dome. Perdeu o charme ao ficar enclausurado no escuro do interior da Fira Montjuic. Não foi exatamente um problema, mas o clima da tendinha nos fundos do MACBA, na vida passada do festival, era mais bacana.
 – A diferença de volume entre os lives e os DJ sets.
 – Derrick May – Expectativa alta e um set regular, sem vida. Minha maior decepção de todo o evento.
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