BRAIDEN BOMBANDO

O  Sónar 2010 rolou fim de semana passado na Espanha, dessa vez com o palco SonarDome patrocinado pela Redbull Music Academy, que nos anos anteriores ficava relegada a um cantinho tímido.

Uma das estrelas dessa edição foi o DJ inglês Braiden, que tocou na porção dia do festival. Com uma mão excelente para mixar e um repertório impressionante, foi uma das estrelas do SonarDome. Pense num set house oriented, mas com uns passeios pelo R&B, breakbeats, vocais, muito bass e faixas fresquinhas de UK funky.

Não sabe o que é UK funky?

Dá para ouvir o set do cara no Sónar na rádio da RBMA.

Braiden também tem um programa semanal na rádio Rinse FM, de Londres.

BILLBOARD – JUNHO 2010

E o The National novo, hein. 100% Fodão.

Escrevi sobre o disco para a edição de junho da Billboard, que está nas bancas. Lá vai o texto na íntegra.

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THE NATIONAL – HIGH VIOLET

Os nova-iorquinos do National podem se considerar uma banda de sorte. Numa época em que artistas são dispensados ao fracasso do primeiro single, o quinteto conseguiu construir a carreira lançando dois primeiros álbuns que não renderam nada além de um boca-a-boca respeitoso entre os indies.
“Alligator” (2005) colocou a banda no mapa. Finalmente o rock sem firula, depressivo e enérgico ganhou o reconhecimento que merecia, fazendo da banda a melhor da safra de filhotes do Joy Division.
Após o sucesso de “Boxer” (2007), que os trouxe para shows no Brasil, é a vez de “High Violet” chegar às lojas e ao seu HD. E se em 2007 a banda já estava redondinha, agora ela aparou as arestas e está curtindo seu ápice.
A  voz de Matt Berninger, da linhagem Cohen-Cash, continua como a estrela principal, sempre amparada por muita angústia e melodias impecáveis, cantaroláveis, das que fazem arrepiar.

DISCO DO RUFUS PARA A BILLBOARD – MAIO 2010

Aí vai a resenha na íntegra que fiz para a Billboard sobre o disco novo do Rufus Wainwright.

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RUFUS WAINWRIGHT: ‘All days are nights: songs for Lulu’

Rufus Wainwright é uma figura ímpar no cenário pop. Nascido em uma família de músicos e extremamente talentoso, o moço vem solidificando a carreira com trabalhos diversificados –  agrada aos indies deprimidos e também regrava Judy Garland.

‘All days are nights’ é seu sexto álbum e marca uma volta à simplicidade após ‘Release the stars’. Agora o cantor é acompanhado somente por seu piano, em oposição aos arranjos grandiosos do trabalho anterior.

Voz e interpretação do cantor são as grandes estrelas do álbum. O disco tem muita carga emocional e familiar – grande parte foi gravada durante a doença de sua mãe (que morreu esse ano) e é dedicado à irmã de Rufus, a também cantora Martha Wainwright.

Apesar da aparente simplicidade pop de ‘All days are nights’, Rufus musicou três sonetos de Shakespeare e incluiu uma ária retirada de sua ópera. Bonito e elaborado, este é um disco de difícil digestão, que pode desagradar aos não familiarizados com a obra de Wainwright.