EM ÉPOCA DE FESTIVAL…

Comece a praticar!

Via facebook.com/marcinho.kronx

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PROSUMER – ‘SERENITY’

‘Serenity’ foi lançado em 2008 e de lá para cá ainda não perdeu o posto de melhor disco de house da minha coleção em muito tempo.

Ressuscitei o dito cujo recentemente – e que alegria! Classudo, dançante, extremamente bem produzido, excelentes vocais e melodias. Responsável pela produção também está  Murat Tepeli.

À época do lançamento do álbum, entrevistei o Prosumer para Vogue RG. Vai a íntegra aí abaixo:

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O DJ e produtor Prosumer – Achim Brandenburg na carteira de identidade – e o músico Murat Tepeli são os responsáveis pelo disco mais bacana da dance music deste início de 2008. A house music de ‘Serenity’ (que só por milagre chega ao Brasil) está muito bem cotada na imprensa especializada, entre os promoters mais tarimbados e nos clubes que importam, alçando a dupla ao posto de ‘Você precisa escutar!’ da vez.

A trajetória dos dois é inusitada. Murat, turco, foi estudar na Alemanha. Achim era artista gráfico e vivia na loja de discos Hard Wax. Lá os dois se conheceram e, por dica dos donos da loja, que viram potencial nas produções isoladas de cada um, começaram a trabalhar juntos anos mais tarde.

Além de Prosumer e do conterrâneo Dixon, não se vê muitos beats de house alemão fazendo barulho no resto do mundo. ‘Serenity’ é, portanto, um verdadeiro oásis no meio de tanto techno neurose e minimalista tão em voga no momento – lá e cá. ‘Fazer house não foi uma decisão ou uma escolha. Faço música para me expressar, e deu nisso’, diz Prosumer, falando de seu estúdio na Alemanha. E continua: ‘Amo Berlim, que internacionalmente é conhecida pela cena de techno, mas também temos um underground com excelente house music por aqui’, garante ele.

Prosumer e Murat solidificaram de vez um caminho que já vinha sendo construído por alguns singles recentes: uma transição do som minimalista cabeçudo e mecânico para as sonoridades clássicas e ‘deep’ da house, mais precisamente a de Chicago, o que explica os muitos vocais espalhados pelas 17 faixas do disco. ‘Esta é a minha principal influência, quando comecei a comprar CDs, foi nesse som que pirei, todos aquele selos clássicos de Chicago, com tanta coisa legal sendo lançada…’, suspira o DJ, para em seguida fazer a ressalva de que não escuta só eletrônica, que entram muitas outras coisas no cardápio e tem paixão por música pop e hip hop.

‘Serenity’ foi feito com garra e paciência. Além do trabalho à distancia (Murat mora na cidade de Colônia, e Prosumer em Berlim), algumas faixas do disco foram gravadas ao vivo, na pista de dança do já ícone clube Panorama Bar, onde Achim é DJ residente há quatro anos. ‘Gravar em estúdio é mais seguro, mas ao vivo a gente capta o calor especial de determinado momento, por isso resolvemos usar algumas faixas que gravamos durante uma apresentação lá’, explica.

No meio de todo o groove sensual do disco, um achado – a voz de Elif Biçer, bartender que virou cantora, numa versão clubber da história da cinderela. Prosumer revela os detalhes: ‘Elif era bartender no Panorama, não sabíamos que ela cantava. Até que depois de um show saímos num grupo grande, ficamos todos bêbados e alguém comentou que ela tinha uma voz ótima. Pedimos para ela cantar e ficamos boquiabertos assim que ouvimos, realmente surpresos. Foi assim que ela foi parar no disco. E acabou virando nossa agente também’, diz aos risos.

Os dois ainda curtem o sucesso do CD, que está vendendo acima do esperado, por isso ainda não há sinais de um segundo álbum. Os planos para o futuro próximo incluem mais colaborações em conjunto e um relançamento de ‘Serenity’ com um disco extra de remixes para este ano ainda. Planos de vir ao Brasil? ‘Olha, gostaríamos muito. Na verdade, nossa booker está conversando com algum produtor daí. Não sei como estão as coisas, mas há uma chance de fazermos um show aí em breve’, revela ele. A gente fica na torcida.

INNERVISIONS 29 – DIRETO DO SUDÃO

Diz o bom senso que é bom ficar atento aos movimentos do selo Innervisions, uma das maiores autoridades da house music mundial hoje.

Depois de uma espera longa, o chefão Dixon coloca na rua o 12” ‘Kuar’, de Emmanuel Jal, remixado por Henrik Schwarz. O single vai na linha etno-cool com vocais num dialeto do sul do Sudão.

O que Villalobos e Luciano fazem há anos com os cantos folclóricos do Chile, Dixon começou a fazer com a África agora.

Se eu gostei? Olha, não muito. Vou esperar sair um edit sem vocal mesmo.

LISSIE, MAS QUANTO VIGOR!

Lissie canta bizarramente bem e faz a linha indie-hippie (ela não raspa o suvaco e se orgulha disso. O baixista dela parece o Oswaldo Montenegro).

Mas a gente perdoa porque a performance da moça é realmente do cacete – foi das mais elogiadas do SXSW desse ano (e o guitarrista é o outro destaque da banda). Ouvi o álbum e, numa avaliação prematura, não achei essa coca-cola toda.

Porém, as versões inesperadas de músicas inusitadas são estupendas (que só foram lançadas num EP), ganham outra vida na voz de Lissie. Achei três nas minhas rondas online. No repertório de versões estão:

Metallica – ‘Nothing Else Matters’

Kid Cudi – ‘Pursuit of Happiness’

Lady Gaga – ‘Bad Romance’

Sentiu a pluralidade? A minha preferida é a do Kid Cudi.

QUER OUVIR O ÁLBUM NOVO DO ROYKSOPP?

Depois de um mês lançando faixas somente em seu site, o Royksopp fechou exclusividade com o Hype Machine, único lugar online onde você pode ouvir ‘Senior’, o álbum novo.

Como dá pra perceber, este é um disco em oposição ao anterior, ‘Junior’. Tanto no nome quanto no som. Não ouvi ainda, mas diz que a onda desse é bem mais sombria. Ouve aí.