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VEM AÍ UM ÁLBUM TRIPLO DE REMIXES DO DEPECHE MODE

Se liga nos nomes, só a finesse.

Vale notar  que o longuíssimo e excelente remix de Ricardo Villalobos para  ’Sinner in Me’ ficou de fora de ‘Remixes Depeche Mode 81-11′.

A história envolvendo esse remix sempre rendeu polêmica. Villalobos fez um bootleg do remix da música, começou a tocar direto. A versão, cheia de um interminável e inusitado groove latino sobre uma base seca, minimalista, alemã virou a estrela dos sets do DJ.

Depeche Mode – The Sinner in Me (Villalobos Conclave Mix)

O passo seguinte natural seria lançar o remix como single. Só que o Depeche Mode não gostou da versão e embarreirou o lançamento oficial, o que só serviu para aumentar a mística do ‘remix proibido’. O bootleg começou a ser caçado como item raro no mercado negro.

Somente depois de muito tempo e insistência a banda liberou o lançamento oficial, cedendo à pressão dos fãs, dos selos e dos clubes.

Disc 1:
1. Dream On – Bushwacka Tough Guy Mix (2001)
2. Suffer Well – M83 Remix (2006)
3. John The Revelator – UNKLE Reconstruction (2006)
4. In Chains – Tigerskin’s No Sleep Remix (2009)
5. Peace – SixToes Remix (2009)
6. Lilian – Chab Vocal Remix Edit (2006)
7. Never Let Me Down Again – Digitalism Remix (2006)
8. Corrupt – Efdemin Remix (2009)
9. Everything Counts – Oliver Huntemann And Stephan Bodzin Dub (2006)
10. Happiest Girl – The Pulsating Orbital Vocal Mix (1990)
11. Walking In My Shoes – Anandamidic Mix (1993)
12. Personal Jesus – The Stargate Mix (2011)
13. Slowblow – Darren Price Mix (1997)

Disc 2:
1. Wrong – Trentemøller Club Remix (2009)
2. World In My Eyes – Dub In My Eyes (1990)
3. Fragile Tension – Peter Bjorn and John Remix (2009)
4. Strangelove – Tim Simenon/Mark Saunders Remix (1988)
5. A Pain That I’m Used To – Jacques Lu Cont Remix (2005)
6. The Darkest Star – Monolake Remix (2006)
7. I Feel You – Helmet At The Helm Mix (1993)
8. Higher Love – Adrenaline Mix Edit (2004)
9. Fly On The Windscreen – Death Mix (1985)
10. Barrel Of A Gun – United Mix (1997)
11. Only When I Lose Myself – Dan The Automator Mix (1998)
12. Ghost – Le Weekend Remix (2009)

Disc 3:
1. Personal Jesus – Alex Metric Remix Edit (2011)
2. Never Let Me Down Again – Eric Prydz Remix (2011)
3. Behind The Wheel – Vince Clarke Remix (2011)
4. Leave In Silence – Claro Intelecto ‘The Last Time’ Remix (2011)
5. In Chains – Alan Wilder Remix (2011)
6. When The Body Speaks – Karlsson And Winnberg Remix (2011)
7. Puppets – Röyksopp Remix (2011)
8. Tora! Tora! Tora! – Karlsson And Winnberg (from Miike Snow) Remix (2011)
9. Freestate – Clark Remix (2011)
10. I Want It All – Roland M. Dill Remix (2011)
11. A Question Of Time – Joebot Presents ‘Radio Face’ Remix (2011)
12. Personal Jesus – Sie Medway-Smith Remix (2011)

VOGUE RG – MAIO 2010

Vou reproduzir aqui minha matéria na Vogue RG desse mês, que está nas bancas. É sobre a nova onda de videoclipes superproduzidos. Check it out!

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LADY GAGA RENOVA A ONDA DE VIDEOCLIPES SUPERPRODUZIDOS

Cantora se junta a nomes da moda para garantir entrada no clube seleto

Lady Gaga é o nome onipresente da música pop hoje. Beirando a overexposição, Stefani Joanne Angelina Germanotta, aposta forte na postura ‘causação’ e debocha de todo o circo pop com figurinos exagerados e excessivos, sua marca registrada nos palcos e tapetes vermelhos mundo afora.

Dona de um estilo dance-pop-eletrônico, é ela mesma quem compõe suas músicas e concebe suas performances. Aos 24 anos, tem cinco megahits no currículo: ‘Just Dance’, ‘Poker Face’, ‘Paparazzi’, ‘Bad Romance’ e ‘Telephone’. E, por ser mulher, loira, cantora e polêmica, já é considerada a principal herdeira do trono de Madonna – não que Madge esteja pensando em larger o osso, mas…

E Gaga está apostando alto na passagem do cetro. A principal frente de ataque da novata está rolando no campo dos videoclipes, todos superproduções hypadíssimas. Para seu próximo single, ela contratou o estreladíssimo Steven Klein, o top fotógrafo de moda, preferido de… Adivinha? Isso mesmo, Madonna.

Klein tem trabalhos publicados nas revistas de moda e comportamente mais importantes do mundo. Conte comigo, não se perca: ‘Dazed and Confused’, ‘GQ’, ‘i-D’, ‘The Face’, ‘Vogue’ França e Itália, ‘Details’ e ‘W’, entre muitas outras. Ocupando pela primeira vez a cadeira de diretor de videoclipes, vai comandar o set de ‘Alejandro’, próxima música de trabalho de Gaga.

Esta é uma das parcerias mais comentadas do momento e também a maior incógnita – Steven vai também mergulhar nas cores e exageros de Lady Gaga como fez algumas vezes com Madonna, ou vai encarar o dificílimo desafio de “neutralizá-la”, como em seus ensaios em preto-e-branco? Seja qual for o caminho, o fato é que estaremos diante de mais uma produtiva parceria deste já frutífero casamento entre moda e videoclipes.

“Música e moda sempre andaram juntos, o punk é o maior exemplo disso. Então vejo como um movimento natural essa onda de superproduções juntando os dois mundos”, diz o diretor carioca Leandro Corinto, que aponta David LaChapelle como o nome mais significativo deste meio. “Ele meio que criou um filão, tem uma estética bem própria, com muito cenário, muita montação”, afirma.

O caso de amor do fotógrafo holandês Anton Corbijn com o Depeche Mode virou marca registrada da banda inglesa: clima soturno, meio deprê. E provavelmente o clipe mais emblemático dessa área seja o de “Being Boring”, do Pet Shop Boys, dirigido pelo cultuado Bruce Weber – tudo muito chique, muito sexy, muito elegante.

Jonas Akerlund, que dirigiu ‘Telephone’, da Lady Gaga com a Beyoncé, é um nome importante também”, ressalta Corinto. Ele é polêmico, já fez filmes para Dior e teve obras proibidas, como “Smack My Bitch Up”, de quando a gente ainda se importava com o Prodigy.

Este cruzamento nos leva diretamente a lembrar das parcerias do povo do cinema com o da música. Depois de Michael Jackson trazer as superproduções para os clipes com “Thriller”, e Martin Scorsese aperfeiçoar a técnica com “Bad”, surgiram alguns nomes que fizeram o caminho inverso ao do diretor ítalo-americano.

Spike Jonze é o nome mais proeminente da turma que começou nos clipes e migrou com sucesso para o cinema. Dirigiu Sonic Youth (“100%”), Björk (“It’s Oh So Quiet”) e Chemical Brothers (“Elektrobank”) e em seguida passou a ser elogiado por produções com atores de peso em Hollywood – mais notadamente “Onde Vivem Os Monstros” e “Quero Ser John Malkovich”.

PODE ALGUÉM NÃO GOSTAR DO DEPECHE MODE?

O clipe novo é o de ‘Fragile Tension’, a música mais legal do disco novo.

Tem no visual uma mistureba de ‘Remeber the time’, do Michael Jackson, com ‘House of Cards’, do Radiohead.

TEM QUE TER ESTÔMAGO

Então tá. Eric Wareheim é o diretor de clipes da vez. Acaba de assinar o novo do Depeche Mode, “Hole to feed”, e como os anteriores feitos pelo moço, é kinda disgusting, tem que ter estômago. E, claro, a polêmica nos fóruns da banda já rola solta. Mas o vídeo é muito bom.

Porém, não bate o espetacular “Pon de Floor”, do Major Lazer (projeto dos DJs Diplo + Switch), com as piruetas sexuais de casais bizarros (padrão de beleza 100% questionável) e muito cenário digital colorido.

O clipe do Major Lazer, na verdade, é um filhote de “Parisian Goldfish”, do rapper americano Flying Lotus. Esse sim tem pornografia explícita – foi banido do YouTube – e o casal é mais bizarro ainda.

Isso de usar mulher decrépita rebolando como se fosse cocota remete ao vídeo de “Windowlicker”, do Aphex Twin, dirigido pelo Chris Cunningham. Só que onde o Cunningham pega pesado no clima pesadelo, Wareheim caminha pelo humor/caretas/olhares esbugalhados.

VOGUE RG – JUNHO: DEPECHE MODE

Aí embaixo está o texto na íntegra da minha matéria para a edição de junho da Vogue RG, que está nas bancas. Depeche Mode na veia.

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30 ANOS ESTA NOITE

Depeche Mode lança o 14º disco e se mantém relevante com 30 anos de carreira

Deve ser grande a cobrança nos ombros de Dave Gahan, o homem à frente do Depeche Mode. Pioneiros no que fazem, influência declarada de meio mundo pop e com todos os passos, pessoais inclusive, vigiados pelas cabeças musicais pensantes e veículos de fofoca, o grupo inglês completa 30 anos de carreira se mantendo relevante como talvez nenhuma outra banda tenha conseguido.

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E “Sounds Of The Universe”, o álbum novo, vem coroar a trajetória. A banda está de volta ao cenário pop após o elogiado “Playing the angel”, de 2005. “Sounds” mantém o clima tenebroso dos últimos discos, clima que começou a tomar forma mais ou menos no meio dos anos 90, depois da overdose de heroína sofrida pelo vocalista. E, confesso, é exatamente com essa onda deprê-angústia aliada às excelentes melodias que o DM me conquista.

O CD abre com a longa “In Chains”, já dando o tom do restante para vir, 100% tenso. Um destaque imediato é “Fragile Tension”, de batida eficiente e um synth tão pesado, melódico e eficiente que deve ter deixado o Fischerspooner procurando sem sucesso um jeito de fazer igual. A voz de Gahan continua firme e desliza por versos como “It’s something magical in the air/ Something so tragic we have to care”. Se a desgraça é inevitável, agarre-se a ela.

Com um som quase 100% eletrônico e discos consistentes, o Depeche Mode caiu nas graças dos DJs do momento. Já é clássico o remix de Ricardo Villalobos, um dos preferidos da casa e dos produtores mais relevantes no cenário atual, para “Sinner in me“ (do disco anterior), que ganhou uma base minimalista seca, dura e um baixo de sabor latino irresistível contrastando com tudo.

“Wrong”, do CD atual, foi repaginado por um time de estrelas, Stuart Price e Boys Noize entre eles. Mas o grande remix do single é da Magda, polonesa que fez a carreira na M_nus de Richie Hawtin, em Berlim, e injetou um groove até então não encontrado na história minimalista da DJéia. Estreitando ainda a ponte com o Mondo DJ, o grupo acabou de lançar um uma competição de remixes da próxima música de trabalho, “Peace”.

DJs e produtores aspirantes podem fazer seus remixes. O vencedor ganha uma dúzia de gadgets, além de ver sua produção ser lançado oficialmente no Beatport.com, via Mute Records, selo do DM. Sempre conectados, o trio também está por dentro dos aplicativos para o iPhone. Se você tem um, corra à Apple Store agora.

Toda essa longevidade e presença de palco vai poder ser conferida ao vivo em outubro. Se nada der errado ou sair do controle, a banda vem ao Brasil para dois shows, no Rio de Janeiro e em São Paulo, nos dias 22 e 24 de outubro, respectivamente. Nem precisa dizer que você tem que ir.

DEPECHE MODE NO BRASIL

É em outubro!

Tirei isso do site deles.

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Coisa mais linda.