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PJ HARVEY PARA A BILLBOARD

Aí embaixo vai o texto que fiz para a  Billboard sobre ‘Let England Shake’, álbum novo da PJ Harvey.

PJ HARVEY – LET ENGLAND SHAKE

Das artistas mais relevantes da música pop, PJ Harvey acaba de colocar na rua seu oitavo álbum, ‘Let England Shake’. Diz  o bom senso que onde essa inglesinha franzina vai, é bom ir atrás. Mesmo que seja para escutar um punhado de músicas sobre a Primeira Guerra Mundial (?).

‘The Colour of the Earth’

As letras políticas e as referências geográficas sobre batalhas históricas não atrapalham a maior surpresa deste disco: a voz aguda de Harvey, cantora sempre elogiada pelos tons graves e timbre sexy.

Depois do ‘quieto’ ‘White Chalk’, de 2007, as guitarras voltam à cena, e as já conhecidas melodias grandiosas ganham a companhia de instrumentos pouco vistos no rock (autoharp), corais de mulheres búlgaras e samples que remetem a cavalarias em ação.

‘Let England Shake’ é um discaço e mais uma obra que mostra a natural vocação de PJ Harvey para se manter longe da estagnação.

DISCO DO DEAD WEATHER PARA A BILLBOARD

Aí embaixo vai a resenha que fiz para a Billboard do disco novo do Dead Weather. E não é que esse Jack White faz coisa boa quando deixa o White Stripes de lado?

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The Dead Weather – Sea of Cowards

Pouco mais de um ano depois de ‘Horehound’, o incansável Jack White solta o segundo álbum de sua banda paralela The Dead Weather, ‘Sea ofCowards’. Qualquer um mais desconfiado afirmaria: ‘Tudo sobra de estúdio’. Porém, o talento de White é tanto que ‘Cowards’ tem cara e personalidade próprias, sem clima de enrolação.
O quarteto continua bebendo das mesmas fontes de sempre – tem horas que você acha que está ouvindo um disco do Zeppelin ou do Sabbath. Mas, com  aajuda de uma produção esmerada e efeitos bem colocados (voz processada, riffs nos synths) moderniza esse clima 70s tão característico do grupo.
Além de White, tem destaque a vocalista Alison Mosshart, do Kills, que tem seu melhor momento em ‘The Difference Between Us’ (só eu ouvi ali um riff muito parecido com ‘Smells’, do Nirvana?). A pergunta que fica é: com uma banda dessas, o que Jack White ainda quer com o White Stripes?
Clica na foto para escutar o álbum.

BILLBOARD – JUNHO 2010

E o The National novo, hein. 100% Fodão.

Escrevi sobre o disco para a edição de junho da Billboard, que está nas bancas. Lá vai o texto na íntegra.

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THE NATIONAL – HIGH VIOLET

Os nova-iorquinos do National podem se considerar uma banda de sorte. Numa época em que artistas são dispensados ao fracasso do primeiro single, o quinteto conseguiu construir a carreira lançando dois primeiros álbuns que não renderam nada além de um boca-a-boca respeitoso entre os indies.
“Alligator” (2005) colocou a banda no mapa. Finalmente o rock sem firula, depressivo e enérgico ganhou o reconhecimento que merecia, fazendo da banda a melhor da safra de filhotes do Joy Division.
Após o sucesso de “Boxer” (2007), que os trouxe para shows no Brasil, é a vez de “High Violet” chegar às lojas e ao seu HD. E se em 2007 a banda já estava redondinha, agora ela aparou as arestas e está curtindo seu ápice.
A  voz de Matt Berninger, da linhagem Cohen-Cash, continua como a estrela principal, sempre amparada por muita angústia e melodias impecáveis, cantaroláveis, das que fazem arrepiar.

BILLBOARD – MAIO 2010

Vai abaixo a íntegra da resenha que fiz pra Billboard do álbum novo do LCD Soundsystem, ‘This is Happening’. A revista está nas bancas e tem o Steven Tyler, do Aerosmith, na capa.

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LCD SOUNDSYSTEM – THIS IS HAPPENING

Deve ser bastante perigoso estar na pele de James Murphy, a figura mais hypada desta primeira metade do ano. Para um músico e dono de gravadora, ser elogiado sem muito critério por tudo que se faz pode ser o caminho inevitável para a estagnação.

Mas Murphy se move na direção certa sempre e foi assim que conquistou o posto de personagem mais importante da música pop desta década – cria do Brooklyn, injetou disco no punk, fez o rock ser divertido novamente e trouxe à tona muita gente bacana via DFA Records.

Com todas essas credenciais, era natural que ‘This is Happening’ fizesse o barulho que fez mesmo antes do lançamento. Disse o músico no fim do ano passado: ‘Se desse tempo de sair (em 2009), esse seria o melhor disco da década’.


‘Happening’ é mais uma mostra da criatividade da banda e também o desfecho perfeito para o ciclo começado com ‘LCD Soundsystem’, lançado lá em 2005 – ‘Sound of Silver’, de 2007, é o recheio.

As músicas aqui são longas, sem concessões, e fazem uma mistura azeitada de guitarra e sintetizador. ‘Dance Yrself Clean’ é uma porrada tão bem dada, mas tão bem dada que a coloca de longe como a melhor do CD – e na briga pela medalha de melhor da banda ao lado de ‘All my friends’.

Existem, porém, duas pisadas de bola feias: ‘Drunk Girls’ e ‘Somebody’s Calling Me’. A primeira é uma bobagem adolescente que, cantada por um marmanjo de 40 anos, só piora. A segunda é arrastada, apagada.

Diz Murphy que este vai ser o último álbum do grupo. Se essa história se confirmar, tudo bem, tudo bem, foi bom enquanto durou. Mas, James, não demore muito a se mexer novamente, ok?