Arquivo do mês: agosto 2010

ARCADE FIRE + GOOGLE

É fantástico o resultado da parceria do Arcade Fire com o Google – um clipe interativo da música ‘The Wilderness Downtown’, todo feito em HTML 5 (precisa ter o Google Chrome instalado).

A história começa com você digitando seu endereço e ele faz o link do clipe com o GoogleMaps/StreetView da sua rua.

Depois você escreve e desenha qualquer coisa e ele passa a integrar isso com o restante. Tudo com a música rolando. É espetacular.

DOS REMANESCENTES DO ELECTROCLASH…

Tiga foi o único que conseguiu sobreviver com dignidade. Conseguiu se adaptar sem perder a personalidade nem a credibilidade. O canadense vem encaixando um remix bom atrás do outro.

E o que ele fez com ‘Shelter’, do XX, prova que o moço ainda é relevante.

Disse ele num comunicado do selo sobre o remix: “There’s just something special about making out in London, your mouth bursting with toffee and emotion, that ugly ferris wheel thing looming in the distance…This remix is a love letter to British Romance, from the heart of a Canadian Revolutionary.” Então tá.

OS MELHORES CLIPES DOS ANOS 90

E a eleição feita pelo Pitchfork arrebentou ao colocar em primeiro lugar o ESPETACULAR clipe de ‘Come to Daddy’, do Aphex Twin. É a combinação perfeita de duas mentes doentias – a do próprio Aphex (Richard D. James na carteira de identidade) e a do videomaker Chris Cunningham.

A música é claustrofóbica e agressiva e o clipe dá outra dimensão àquela voz metálica-digitalizada gritando ‘I want your soul!’. Difícil é esquecer as criancinhas from hell, todas com o rosto do Aphex Twin, correndo desesperadas, tocando o terror nuns becos abandonados. Sem falar na hora em que o monstro sai da televisão.

Se já fizeram um clipe mais perturbador não tive notícia.

DISCO DO FLAMING LIPS PARA A BILLBOARD

Quem mais poderia refazer o ‘Dark Side of the Moon’, do Pink Floyd sem ficar ridículo? Só o Flaming Lips mesmo. Aí vai o texto que que fiz pra Billboard sobre o álbum.

> > >

Por serem raríssimos os casos em que uma versão fica melhor que a gravação original, diz o bom senso que é mehor evitar mexer na música dos outros, principalmente se esse outro for o Pink Floyd e o disco em questão, o ‘Dark Side’.
Esse é o álbum que mostra o PF em seu ápice criativo, levando às últimas consequências as experimentações sonoras. Dos mais vendidos de todos os tempos, fez crescer enormemente a base (fervorosa) de fãs da banda.
Mas se for para mexer com o Floyd, que seja o Flaming Lips mesmo, o dono da psicodelia cool dos anos 90 e pai de toda a geração lisérgica dos 00. O que começou como brincadeira nos shows acabou virando um CD com convidados como Henry Rollins e Peaches.
Os clássicos ganham outra perspectiva com a voz de Wayne Coyne, e os arranjos sofrem modificações: um sintetizador aqui, um timbre estranho acolá. Funciona? Sim, como curiosidade. Vai agradar aos fãs do Pink Floyd? Sem chance.

PARA ENTENDER O DUBSTEP

Um podcast muito útil – conta a história do surgimento e evolução do dubstep, esse gênero da dance music carregada nos baixos, de batidas lentas e clima sombrio. São 25 faixas em ordem cronológica, cortesia da Drowned In Sound para a série ‘Curation Mix’ do MixCloud. Clica na foto.

TRÊS ESTRANHAS

Abaixo vão três músicas estranhas em algum elemento, de alguma maneira fora do padrão, porém espetaculares. Todas bonitas, emocionantes, que te deixam meio bolado quando acabam.

TELEFON TEL AVIV – ‘Stay away from being maybe’

THESE NEW PURITANS – ‘White chords’

CARIBOU – ‘Jamelia’

BEATLES + NINE INCH NAILS

Confesso que essa onda de mashups meio bunda-mole, tem muito mais coisa ruim do que boa de fato.

Em compensação, existem umas sacadas de gênio. Como esse aí embaixo, que juntou perfeitamente ‘Closer’, do Nine Inch Nails, com ‘Come together’, dos Beatles.

OS AMIGOS JÁ OUVIRAM?

O rock-gritado-pancadão do Sleigh Bells?

A germanice techno batuqueira do Reboot?

O Arcade Fire soando igual a Pixies em mais da metade das faixas do CD novo?

The National no auge da carreira?

O Chemical Brothers voltando à forma com o espetacular ‘Further’?

Dona Ellen Allien deixando a abstração de lado e retornando ao posto de coolest woman in techno que sempre foi seu?

A estranheza épica do These New Puritans?

O rockinho bonito pra cacete e cantarolável do Bombay Bicycle Club (que vem tocar no Prêmio Multishow)?

O dream pop melodrama do Beach House?

O techno with a feeling do Pantha Du Prince?

Bom, do LCD Soundsystem nem preciso falar, né? Ou vou começar a ficar repetitivo.  =D

(Estes são alguns dos discos de 2010 que estão rodando sem parar aqui no TambaTowers)