“Um Sol de rachar, guetos bem pobres e outros de classe média-baixa, tecnologia na base do improviso e do “vâmu tentar fazer alguma coisa com o pouco que a gente tem” e um caldeirão étnico de muitas cores misturadas e mil e uma influências culturais a serem re-processadas à moda local. Eu poderia muito bem estar descrevendo os fatores que possibilitaram o surgimento do funk carioca na segunda metade dos anos 80, mas na verdade estou traçando as origens do zef rap-rave, estilo musical Sul Africano de certa forma primo do nosso funkão. Musicalmente é batidão, rap cantado numa mistura (quase) ininteligível de inglês com afrikander, timbres de música eletrônica européia, suingue rasteiro de Miami Bass. Esteticamente é uma coisa meio Mad Max, meio anos 80 e 90, meio cyberbunk.”
O pancadão é bizarro, tudo muito estranho e incômodo. Mas eu duvido MESMO é vc entender o sotaque do malandro:
Essa música já circula pelo TambaTowers tem um tempo e tá difícil de ir embora. Foi das mais festejadas de 2009 nas pistas que importam. Entrou nas melhores do ano do Resident Advisor e no volume 3 da série de CDs do clube Berghain, mixado pelo prata da casa Len Faki.
A batida vem levando com um kickdrum macio, gostoso… E entra o piano em seguida, com uma melodia bonita e eficiente e de timbre ideal. Aí não tem jeito mais, você já tá entregue há tempos…
Então, estou gostando muito dessa bandinha Miike Snow, assim mesmo, como a letra i dobrada. Na verdade, o disco é mediano, mas os caras acertam bonito em umas três ou quatro faixas. ‘Animal’ é uma delas. Popzinho coisa fina.
Dois dos caras são produtores famosos que já produziram megahits na linha Britney, mas nao lembro direito. Depois eu apuro direito.
Outras músicas que valem a atenção são ‘Burial’ e ‘Song for no one’. Essa é a capa do disco.
O primeiro single do disco novo era muito ruim. Aí cheguei cheio de desconfiança para essa ‘Paradise Circus’. Ainda bem que me estrepei: a música é boa pra cacete e tem nos vocais a estupenda Hope Sandoval, ex-vocal do Mazzy Star. O clipe já é polêmica, foi banido e o escambau.
É que tem lá uma coroa atriz pornô dos anos 70 contando por que fazia aquilo. Num momento ela diz que tentou ser prostituta e que não conseguiu. Mas que se realizou quando foi filmada trepando diante da câmera. Todo o depoimento da atriz tem a música do Massive de fundo e é acompanhado por imagens dos filmes da lady.